O verão brasileiro reúne altas temperaturas, maior umidade, chuvas frequentes e intensa circulação de pessoas. Esses fatores favorecem o aumento de diversos tipos de infecções, especialmente virais, bacterianas e dermatológicas.
Conhecer os principais riscos da estação permite adotar medidas simples de prevenção e identificar precocemente sinais de alerta.
1. Arboviroses: Dengue, Zika e Chikungunya
As arboviroses são as infecções mais comuns do verão, já que o Aedes aegypti se prolifera mais rapidamente em ambientes quentes e úmidos.
Sintomas principais: febre, dores no corpo, manchas na pele, dor articular intensa (chikungunya), mal-estar e prostração.
Atenção aos sinais de alerta: dor abdominal forte, vômitos persistentes, sangramentos, sonolência excessiva e tontura.
Prevenção: uso de repelente, eliminação de criadouros, telagem de janelas e atenção às orientações do Ministério da Saúde.
2. Infecções gastrointestinais
Durante o verão, a combinação de calor e má conservação dos alimentos favorece viroses e intoxicações alimentares.
Sintomas: náuseas, vômitos, diarreia, febre e desidratação.
Prevenção: consumir alimentos preparados em locais confiáveis, manter hidratação, evitar comidas expostas ao calor, higienizar as mãos e beber somente água tratada.
3. Doenças dermatológicas
Banhos de piscina, permanência prolongada com roupas molhadas, suor excessivo e contato com areia favorecem micoses, foliculites e impetigo.
Prevenção: manter a pele seca, evitar roupas úmidas por longos períodos, não andar descalço em locais com presença de animais e higienizar pequenas lesões cutâneas.
4. Infecções respiratórias e otites
Mudanças bruscas de temperatura (calor intenso x ar-condicionado) podem causar sinusites, rinites e crises alérgicas. Mergulhos frequentes aumentam casos de otite externa.
Sintomas: dor ao tocar a orelha, sensação de ouvido tampado, dor facial e congestão.
Prevenção: secar os ouvidos após mergulhos e evitar o uso de cotonetes.
5. Conjuntivites sazonais
Ambientes compartilhados, piscinas e contato das mãos com os olhos facilitam a transmissão de conjuntivites virais e bacterianas.
Sintomas: vermelhidão, lacrimejamento, ardência e secreção.
Prevenção: evitar compartilhar toalhas, higienizar as mãos e utilizar óculos de proteção em piscinas.
Quando procurar atendimento médico?
Procure avaliação imediata se houver:
- febre persistente;
- vômitos intensos;
- sinais de desidratação;
- manchas pelo corpo;
- sangramentos;
- dor abdominal forte;
- sonolência excessiva;
- diarreia com sangue.
As infecções de verão são comuns, mas amplamente preveníveis.
Hábitos simples — como manter boa hidratação, cuidar da alimentação, usar repelente e reforçar a higiene das mãos — reduzem significativamente o risco.
Estar atento aos sinais iniciais e buscar atendimento precocemente são medidas essenciais para evitar complicações.
Referências:
https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-nordeste/hupes-ufba/comunicacao/noticias/doencas-comuns-no-verao-veja-quais-sao-e-como-se-prevenir
https://www.ioc.fiocruz.br/noticias/verao-e-prevencao-saiba-como-evitar-infeccoes
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2023/fevereiro/determinadas-doencas-sao-mais-comuns-durante-o-verao-saiba-quais-sao-e-como-prevenir



